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terça-feira, 1 de julho de 2008

Correio do Povo (01/07/2008) - Pesquisa revela o que os eleitores querem do prefeito

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 1º DE JULHO DE 2008

Pesquisa revela o que os eleitores querem do prefeito

A pesquisa Correio do Povo/Instituto Methodus realizada nos dias 24 e 25 de junho quis saber a opinião dos eleitores porto-alegrenses sobre alguns temas polêmicos que, muito provavelmente, estarão presentes no debate político da campanha eleitoral e no plano de governo do próximo prefeito. O levantamento buscou saber dos eleitores se o candidato a prefeito deveria ser contra ou a favor de cada um dos assuntos abordados. Frente aos temas tratados na pesquisa, o eleitor se posicionou: quer um prefeito que seja a favor da revitalização da orla do Guaíba (89,4%), do controle da natalidade (85,8%) e da retirada de pedintes das esquinas (74,3%).
A metade dos eleitores também quer um prefeito que seja a favor do cercamento dos parques (51,4%) e da retirada das carroças das ruas (52,5%). No entanto, 48,2% dos eleitores acham que o próximo prefeito deve ser contra a retirada do muro da avenida Mauá.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Correio do Povo - Juremir Machado da Silva: Novas Providências Públicas

O jornalista Juremir Machado da Silva desconhece que o projeto de lei do Vereador Sebastião Melo que termina com a circulação de carroças (VTAs) em Porto Alegre num prazo máximo de 8 anos, por emenda dos Vereadores Haroldo de Souza e Beto Moesch também proíbe a circulação de carrinheiros (VTHs).

Juremir.gif

NOVAS PROVIDÊNCIAS PÚBLICAS

Estamos vivendo um tempo realmente diferente, o que se pode comprovar pelo uso cada vez mais freqüente do chamado gerúndio paulista ou de telemarketing: vamos estar tomando providências para resolver o seu caso. As providências, no caso, obedecem a critérios altamente modernos de reengenharia. Tudo deve ser feito de maneira a custar menos e a diminuir o papel do Estado na vida cotidiana. A terceirização e o politicamente correto continuam dominando. Práticas, por exemplo, antes de uso exclusivo de certos setores são agora repassadas para a sociedade civil. No Morro da Providência, representantes das Forças Armadas terceirizaram um caso de tortura e de assassinato. Nem sequer houve licitação para o crime.
No Rio Grande do Sul, o vice-governador tomou o lugar da imprensa e da oposição e sabotou o governo do qual faz parte usando um gravador escondido. Com isso, neste século XXI balbuciante, reinventou Maquiavel: os fins justificam os meios. É o mesmo, afinal de contas, que pensam todos os políticos quando se abastecem com dinheiro público para financiamento das suas campanhas. Há quem entenda que o vice-governador poderia diminuir o tamanho do Estado, que tanto o incomoda, entregando o cargo. Sem dúvida, estamos dando lições de originalidade no trato da coisa pública. Os fatos divulgados pela gravação de Paulo Feijó continuam falando por si. A noção de decoro, no entanto, foi para o espaço. Encontros com ele, de agora em diante, só em praça pública e depois que ele tiver passado no raio X e no detector de metais. A política, enfim, atingiu o seu nível mais transparente: somos todos iguais na captação de recursos ilícitos.
Outra evolução considerável da sociedade porto-alegrense é a lei que eliminará as carroças em oito anos. Passaremos da infame tração a quatro patas para a tração a duas pernas. Os cavalos maltratados serão substituídos por homens puxando carrinhos. É uma cena que já existe e chama bastante a atenção de quem visita a capital gaúcha. Só há vantagens nessa troca. Passa-se de um animal irracional a um animal racional ou com potencial para isso. Cavalos e homens de tração têm aproximadamente o mesmo peso e desenvolvem a mesma velocidade nas ruas. Os homens, porém, desempenham várias funções ao mesmo tempo, o que os torna modernos e aptos a uma vaga permanente no mercado informal do trabalho: catam o lixo, limpam a cidade, puxam a carroça, organizam o material e não dão preocupações aos protetores dos animais. Uma beleza!
Uma sociedade em que vice-governador grava escondido um secretário do seu governo, presidente da República e governadores de Estado sempre tudo ignoram, políticos servem-se das verbas públicas para fins tribais ou pessoais, militares entregam jovens para que criminosos deles se encarreguem com métodos definitivos, cavalos são proibidos de puxar carroça, mas homens não, e precisa-se de três verbos para dizer o que antes se fazia com um, sem dúvida, merece descrição. Giuliano da Empoli, em 'Hedonismo e Medo', afirma que o Brasil é o futuro do mundo. No momento, não deve ser pelo futebol. Ou sim? Deve ser pela política. Afinal, é o que temos de mais original. Estamos cada vez mais na vanguarda da retaguarda. Terceirizamos as providências em cada morro, favela, vila e lugar. É uma forma nova de manter as mãos limpas. 'Presentinho para vocês.' Não é isso? 'Valeu!'

juremir@correiodopovo.com.br

domingo, 15 de junho de 2008

Carta aberta a associações da sociedade civil em apoio ao projeto sobre retirada das carroças

Entregaremos esta carta ao Presidente da Câmara dos Vereadores, ao início da sessão de votação neste dia 16 de junho, com a relação das associações da sociedade civil que apóiam o projeto de lei.

Carroças? Tem Solução! Inclusão Social, sem Sofrimento Animal.
Movimento e Blog

Blog: http://carrocastemsolucao.blogspot.com
Email: carrocastemsolucao@via-rs.net


Prezados Porto-Alegrenses,

Estamos próximos da aprovação do projeto de lei do Vereador Sebastião Melo, que terminará com a circulação das carroças na capital através de redução gradativa num prazo máximo de 8 anos. O projeto de lei institui programa que deverá estabelecer a inclusão social dos carroceiros através da criação, por exemplo, de cooperativas de reciclagem ou capacitação destas pessoas para outros trabalhos, assim como o término dos maus-tratos aos cavalos.

A atual situação que ao longo das últimas décadas chegamos é inaceitável sob diversos pontos de vista do cidadão porto-alegrense:

  • Há crianças e menores de 18 anos conduzindo carroça - veículo puxado por um animal irracional com mais de 500 quilos - quando deveriam estar na escola,
  • Há maus-tratos aos cavalos, vitimas de longas jornadas sem água e sem capim (não vamos nem falar de milho),
  • Há o desrespeito com regras de trânsito por parte dos carroceiros, colocando suas vidas, a dos motoristas e a dos cavalos em risco, e
  • Há exploração do trabalho desta gente humilde por atravessadores do rico mercado do material reciclável.

Necessita-se de um esforço participativo de todos, não podemos mais aceitar o título de "Capital Mundial das Carroças". São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Curitiba já enfrentaram o tema.

O debate chegou ao fim, pois o tema vem sendo discutido na Câmara desde 2003. Melo ampliou a discussão quando presidente da COSMAM em 2004. Em janeiro de 2005, protocolou o projeto de lei. Foi realizada uma audiência pública em novembro de 2006. Em 2007, foi criada uma comissão especial na Câmara, com reuniões entre novembro de 2007 até março de 2008, que ainda não apresentou o relatório conclusivo. Nesta empreitada, destacamos também os vereadores Adeli e Moesch, assim como o ex-vereador e secretário Fortunati. Outros poucos vereadores (que não sabemos por onde andavam), dizem que a Prefeitura não participou, porém nestas reuniões estiverem presentes DMLU, EPTC, SMAM, SMIC, Batalhão Ambiental da BM e Polícia Rodoviária Federal. Sem contarmos as reuniões do Fórum de Defesa Animal da Comissão de Saúde e Meio-Ambiente da própria Câmara de Vereadores que se realiza sempre na última segunda-feira do mês. Por onde andavam os vereadores pouco participativos?

Chega! Enquanto, vereadores com coragem querem enfrentar estas questões em nome de uma Porto Alegre moderna, desenvolvida e sustentável, outros fazem alegações frágeis e descabidas. Pseudo-lideranças e líderes de si próprios buscam manter o status quo da miséria destes pobres carroceiros e carrinheiros, utilizando-os como massa de manobra, pois para eles está muito bom, principalmente pelo recebimento de verbas vindas de convênios do poder público, complementadas por viagens a congressos de movimentos sociais, sendo que o Ministério Público já está de olho.

Argumentos, como o que será feito com os cavalos já foi esclarecido, mas alguns vereadores ainda não querem ouvir, mas piqueteiros, tradicionalistas, ecoterapeutas, polícia militar, exército e donos de sítios de lazer querem ser adotantes destes cavalos, assim como hoje há adotantes de outros animais domésticos.

Argumentos, como o de que o projeto somente prevê prazo para fim das carroças e não o da inclusão social, também, já está respondido no próprio projeto que estabelece a inclusão social dos carroceiros através de capacitação e transferência para outros segmentos, inclusive em galpões e cooperativas de reciclagem no mesmo prazo, ou seja, em até 8 anos.

O atual prefeito José Fogaça já sinalizou apoio ao projeto, inclusive salientando que o prazo poderá ser muito menor. Assim como já fez com os vendedores ambulantes, cujo problema já foi resolvido e que, logo em seguida, estará entregando o camelódromo, fará o mesmo com os carroceiros, conforme oprimeiro projeto, em andamento, que se chama CEMAR e atenderá 500 carroceiros das Ilhas. Para capacitação deverá ser adotado programa semelhante ao de capacitação dos moradores de rua que se iniciou esta semana. Portanto, também a prefeitura está oferecendo soluções, apenas os vereadores "invejosos" como diz o jornalista Antônio Carlos Macedo não querem enxergar.

Por isto, a sociedade porto-alegrense deve se manifestar, e neste sentido, gostaríamos de solicitar a posição de sua associação quanto ao projeto de lei pelo fim das carroças em Porto Alegre, que termina gradualmente com as carroças em Porto Alegre e prevê a inclusão social.

Entregaremos esta carta ao Presidente da Câmara dos Vereadores, ao início da sessão de votação neste dia 16 de junho, com a relação das associações da sociedade civil que apóiam o projeto de lei.

Carroças? Tem Solução! Inclusão Social, sem Sofrimento Animal.
Movimento e Blog

Blog: http://carrocastemsolucao.blogspot.com
Email: carrocastemsolucao@via-rs.net


Íntegra do projeto de lei de autoria do Ver. Sebastião Melo
(Substitutivo No. 03 de autoria também do Ver. Sebastião Melo)

PROC. Nº 0976/05
PLL Nº 043/05

Institui, no Município de Porto Alegre, o Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal e dá outras providências.
Art. 1º Fica instituído, no Município de Porto Alegre, o Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal.
Art. 2º O Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal estabelecerá:
I – o prazo para a realização, pelo Executivo Municipal, do cadastramento social dos condutores de Veículos de Tração Animal (VTAs); e
II – as ações que viabilizarão a transposição dos condutores de VTAs para outros mercados de trabalhos, por meio de políticas públicas de transposição anual que contemplem todos os condutores de VTAs identificados e cadastrados pelo Executivo Municipal.
Parágrafo único. Dentre as ações de que trata o inc. II do art. 2º desta Lei, estarão aquelas que qualifiquem profissionalmente os condutores de VTAs identificados e cadastrados pelo Executivo Municipal para o recolhimento, a separação, o armazenamento e a reciclagem do lixo, observando-se as políticas públicas de educação ambiental.
Art. 3º Fica estabelecido o prazo de 08 (oito) anos para que seja proibida, em definitivo, a circulação de VTAs no trânsito do Município de Porto Alegre.
§ 1º Fica permitida a utilização de VTAs:
I – em locais privados; e
II – em locais públicos, desde que:
a) para passeios turísticos; e
b) as rotas e baias sejam autorizadas pelo Executivo Municipal.
§ 2º Fica proibido:
I – condução de VTAs por menores de 18 (dezoito) anos de idade;
II – condução de VTAs por pessoa não-habilitada, conforme legislação vigente; e
III – trânsito de VTAs não-registrados, conforme legislação vigente.
Art. 4º O Executivo Municipal estabelecerá, na Lei Orçamentária Anual, verbas específicas para a execução e manutenção do Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal.
Art. 5º O Executivo Municipal regulamentará esta Lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias, a contar da data de sua publicação.
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Entidades que já se manifestaram a favor: Associação dos Moradores do Lindóia, Associação Benjamin Constant, Conselho Gestor do Clube de Mães da Vila Assunção e Associação dos Moradores do Sétimo Céu.

Se sua entidade ou associação não está nesta lista, por gentileza, nos informe através do email: carrocastemsolucao@via-rs.net.

Entidades de proteção animal, veja em: http://carrocastemsolucao.blogspot.com/2008/05/ongs-apoiadoras-do-movimento-carroas.html

Ainda apoiam o projeto de lei com retirada do inciso II do artigo 3o. as entidades listadas no link: http://www.gaepoa.org/site/?m=Artigo&id=63


Carta aberta aos vereadores do PT pelo GAE





CARTA À BANCADA DO PT DA CÂMARA DE VEREADORES DE PORTO ALEGRE

Movimento Porto Alegre pelos Cavalos

CARTA ABERTA AOS SENHORES VEREADORES
DO PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT
DA CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE
Senhores Vereadores da bancada do PT:
Solicitamos sua atenção para as considerações a seguir, conseqüentes à sessão da Câmara de Vereadores do dia 12 de junho de 2008, que deveria votar o projeto de lei nº 43/05, do vereador Sebastião Melo, o qual propõe a retirada gradual da circulação de VTAs da cidade de Porto Alegre.
I - É TÃO CÔMODO SER SIMPÁTICO ou
NADA COMO TRATAR PELA RAMA E GARANTIR O SEU VOTO
Há obviedades que parecem ser ignoradas pelos “paladinos das classes trabalhadoras” que ocuparam a tribuna para alegar que o projeto de extinção gradual dos VTAs é ameaçador para os carroceiros: Nós, da defesa animal, e a maioria esmagadora da população, que abomina a crueldade para com os animais e deseja o fim das carroças:
NÃO SOMOS CONTRA OS CARROCEIROS, e sim contra as carroças:
SOMOS TRABALHADORES TANTO QUANTO ELES, portanto entendemos e somos solidários com a luta de todo ser humano por sua subsistência e dignidade;
DESEJAMOS que, a par do fim da crueldade para com os animais, os carroceiros – como todos os seres humanos – tenham um trabalho digno, distante da condição aviltante, dura, suja e com dignidade zero, de recolhedores do lixo urbano em condições desumanas, (e estocando-o em suas residências!) como ocorre atualmente, inclusive com crianças exploradas.
Acusamos e denunciamos a superficialidade e o pensamento oportunista, populista e eleitoreiro de embalar indefinidamente a manutenção dos carroceiros nessa condição desumana de ajuntadores de resíduos nas vias públicas, ao sol, à chuva, ao frio, sem profissão, sem perspectiva de futuro decente, sem horizonte cultural e social, com a utilização eleitoreira do medo e angústia naturais desse grupo, ao ver suscetível de MUDANÇA a sua forma de sobrevivência.
Mudança para melhor – mas quem diz isso a eles?
Por que ninguém – nenhum dos senhores, que vestem o manto supostamente socialista ou de compromisso com o bem-estar das classes populares (e muitos de nós somos socialistas, e temos trabalho de anos a favor delas) tem a coragem de ir à raiz do problema e admitir que o único caminho realmente DIGNO para os carroceiros é deixarem de ser carroceiros – esquecidos sistematicamente (a não ser quando conveniente massa de manobra e celeiro eleitoral),e ainda algemados à condição deplorável de carrascos de seres vivos, coisa que só promove o embrutecimento do ser humano?
Exceção é o vereador Adeli Sell que, coerente com a posição assumida, de quem estudou a questão e apresentou inclusive emenda aperfeiçoando o prazo do PL, ousou afrontar a blindagem de sua bancada e ser sensível, atualizado, inteligente e leal na defesa dos GRANDES EXCLUÍDOS da compaixão humana.
Não subestimaremos a inteligência e o nível de informação dos senhores vereadores imaginando que não saibam que a ida dos carroceiros para galpões de reciclagem seria um GANHO e um progresso humano e social para esses cidadãos. É claro que isso significaria a dissolução desse grupo como massa descontente de manobra eleitoral – e seria lesivo aos interesses de muitos.
Sabem aqueles que se atualizaram sobre a questão, que inclusive isso poderia significar um avanço ECONÔMICO para o grupo. Ao contrário do que alegam os desinformados, a renda dos ex-carroceiros, em galpões de reciclagem, poderia ser consideravelmente maior (o dobro ou mais, segundo parecer técnico que temos) do que a dos atuais catadores, desde que se eliminasse os atravessadores, acrescentando o beneficiamento do material, e se encaminhasse aos galpões a totalidade do lixo reciclável (hoje, 70% recolhido pelos carroceiros).
Essas medidas lhes garantiriam um retorno financeiro confortável. Isso constituiria inclusão social. E faz concluir que o projeto do deputado Sebastião Melo, ao inverso de se constituir em ameaça para os trabalhadores das carroças, descortinaria para eles um horizonte muito melhor.
As alternativas existem, são viáveis e de conhecimento do executivo municipal, a quem cabe implementá-las – como cabe ao legislativo apontar na direção desejada pela população, dando um limite à continuação indefinida dessa situação. Não fazendo isso, omite-se de sua função de equilíbrio e contraponto ao vácuo do outro poder – o que é o seu papel. A nós, cidadãos, cabe exigir de ambos o que lhes cumpre.
Importa ressaltar que já existe um projeto-piloto das Centrais de Material Reciclável (Cemar), para atender inicialmente 500 carroceiros, oferecendo-lhes melhores condições de trabalho, qualificação profissional e de renda. Além da inclusão social, a retirada das carroças. Já foram adquiridos terrenos para a construção de galpões de reciclagem na Zona Norte, e a prefeitura está em negociação para viabilizar a captação de recursos. Não entendemos a omissão desses fatos, senão com o objetivo de manipular a opinião pública, trazendo, como conseqüência, o adiamento das mudanças necessárias para uma melhor qualidade de vida em Porto Alegre.
Portanto, é indefensável a alegação, levantada em pronunciamentos na sessão da Câmara Municipal do dia 12 de junho corrente, de que “não está claro o que poderia acontecer com os trabalhadores das carroças”, para impugnar o projeto em análise. Claríssimo, viável e benéfico para todas as partes implicadas – cavalos, carroceiros, a cidade e o meio ambiente. (Cobrar do executivo a concretização disso será o vosso e nosso papel futuro).
É mais fácil, senhores, infinitamente mais fácil e conveniente, tratar o assunto pela rama e aderir a um falso protecionismo da “condição dos trabalhadores”, quando na verdade, isso é atitude superficial e pavimentadora do caminho das urnas, tão somente.
II - NINGUÉM É INGÊNUO OU DESINFORMADO
Sabemos perfeitamente que uma lei como essa não representa o equacionamento do problema das carroças, dado que as medidas concretas são da alçada do executivo municipal.
Por que, então, aprová-la?
Porque isso significaria um HORIZONTE LIMITADOR para que a prefeitura se veja na necessidade de tomar providências para a eliminação, em OITO ANOS – oito anos, senhores, não oito meses! Um prazo demasiado para quem sofre quotidianamente a crueldade! – dos VTAs. Para que possamos exigir do executivo a implementação de um projeto adequado aos interesses de todos, justo e efetivo para os carroceiros, libertador para os cavalos, benéfico para o meio ambiente e a cidade.
Ora, a quem deveríamos recorrer para isso, senão aos representantes eleitos pelo povo desta cidade para encaminhar os legítimos interesses da comunidade?
E ao fazê-lo, somos defrontados com a inconseqüência e as atitudes eleitoreiras que preferem postergar soluções, mascarar realidades, e agitar bandeirolas populistas de pseudo-defesa dos trabalhadores...
A retirada em massa de sua bancada do plenário, no momento da votação do projeto, reflete bem a atitude que vem sendo tomada ao longo dos três anos em que esse projeto se arrasta pela Câmara Municipal: omissão e descompromisso, indiferença para ir ao cerne da questão, ausência de coragem para renegar as soluções fáceis e enfrentar os caminhos difíceis mas éticos, humanos e justos para com TODOS – todos os seres vivos implicados.
III - ESTÃO SENDO RASGADAS LONGAMENTE A CONSTITUIÇÃO E A LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS
As atrocidades e o cativeiro sob trabalhos forçados a que são submetidos os eqüinos que tracionam VTAs nesta cidade contrariam frontalmente os dispositivos constitucionais que PROIBEM – não desaconselham, senhores vereadores, não tratam como desagradável ou indigna, apenas, proíbem, vedam textualmente o exercício de crueldade para com os animais. O artigo 225, parágrafo 1º, inciso VII, da Constituição Federal, impõe expressa vedação à crueldade para com os animais. A Lei 9605/98 – Lei dos Crimes Ambientais, em seu art. 32, caracteriza como crime o ato de abuso e maus-tratos para com animais de qualquer tipo. Abusos são a privação de liberdade e a escravização para fins contrários aos naturais de sua espécie, que caracterizam a sua colocação a tracionar veículos para fins humanos. Dos maus-tratos, estamos todos sobejamente informados.
Qual é o respeito que se tem para com a letra e o espírito da legislação, quando se ignora o direito ao não-abuso desses animais, e se volta o rosto para sua condição permanente de objetos de crueldade? Rasga-se a Constituição, rasga-se a lei. Onde estão os legisladores capazes de denunciar que, antes de mais nada, antes até das considerações éticas imprescindíveis, está sendo afrontada a legislação ao se permitir a continuidade desse abuso?
Qual é o respeito, senhores vereadores, que se tem nesta cidade por esses claros dispositivos legais?
É fácil, muito fácil, desconversar e ignorar o imperativo, que devia ser supremo, da lei vigente - da qual, quem deviam ser os guardiões primeiros, senão os que se investem na condição de legisladores locais?
IV - A DESATUALIZAÇÃO E O PENSAMENTO MEDIEVAL
A situação cruel dos eqüinos que tracionam VTAs nesta cidade foi solenemente ignorada em todos os pronunciamentos feitos por sua bancada na sessão da Câmara em causa. Em nenhum momento foi colocado no foco da discussão esse fator (salvo em referências casuais). Isso evidencia que não pertence à bagagem ética dos senhores vereadores esse valor de suprema sensibilidade – o interesse e a compaixão pelas espécies animais e a defesa de seu não-sofrimento.
Em momento nenhum foi colocado em um dos pratos da balança de suas considerações o fator SOFRIMENTO ANIMAL.
Tudo que se viu discutido foi o interesse dos seres humanos e a conveniência ou não proibir, a longo prazo, a circulação das carroças, e a repercussão desse fato sobre os atuais condutores, os carroceiros.
Esse silêncio moral, essa omissão ética, esse esquecimento descompromissado com os mais excluídos dos excluídos, os últimos escravos do planeta, aqueles que não têm voz mas têm sofrimento, denota sua insensibilidade pessoal e como representantes da sociedade.
Não estamos mais, senhores vereadores, nos séculos passados. A consciência coletiva evoluiu. As nações mais avançadas, os povos mais cultos do planeta, as inteligências mais claras, e mesmo a opinião pública, estão aí afirmando claramente o que só os desatualizados ainda ignoram: que meio ambiente é tudo que existe, e que os animais merecem respeito por si sós.
ECOLOGIA, SENHORES VEREADORES, NÃO É SÓ ÁRVORE.
É preciso ser dotado de uma sensibilidade mais apurada, de uma reflexão com raízes na cultura mais evoluída de sua época – e, por que não dizer, de uma humanidade mais real, para que alguém se erga e se posicione claramente a favor dos GRANDES EXCLUÍDOS da proteção e da compaixão humanas.
Lamentamos constatar, senhores, que esse não é o caso dos representantes de sua bancada nessa Câmara, pelo que foi evidenciado na ocasião.
Um certo pensamento medieval/cartesiano, no que tem de pior, um desinteresse obsoleto, primitivo, duro e sem profundidade de reflexão pelas vidas e o sofrimento desses seres, foi o que se viu comandando as atuações dos integrantes de sua bancada.
Gostaríamos de ver, da parte dos representantes do povo desta cidade, um pouco mais de sensibilidade, de humanidade real, e de atualização – a par de consulta à literatura especializada que trata de direitos animais. (Se acreditássemos que haveria interesse em consultá-la, nos colocaríamos à disposição para encaminhá-la a Vossas Senhorias).
Quem se habilita a legislar sobre o conjunto dos seres vivos de uma comunidade, senhores, tem por dever atualizar-se cultural e eticamente sobre as necessidades de TODOS eles.
Ao vereador Adeli Sell, o reconhecimento pela atitude digna e coerente, que não será esquecida por nós.
Aos senhores, um apelo para que possam reconsiderar e atender ao anseio da maioria esmagadora da população desta cidade, que tem se manifestado contra a continuidade das carroças, e à rogativa silenciosa das vítimas animais que não têm voz, mas têm sofrimento.
CAVALO NÃO VOTA, senhores – MAS NÓS VOTAMOS.
Nós, nossas famílias, amigos, colegas, alunos, vizinhos, clientes. E nós saberemos dar ciência a todos, em detalhes, da posição de cada vereador na votação desse projeto. E nos encarregaremos de divulgar isso pelo país inteiro, pelos canais permanentes de comunicação que unem os milhares de ativistas da defesa animal, mais seus círculos de conhecimento. Esperamos que Porto Alegre não passe a ser conhecida, além de como “capital das carroças”, como capital do obscurantismo populista – que é o inverso do verdadeiro socialismo e da primazia da dignidade do trabalhador, a que se reportam seus partidos.
Resta-nos uma tênue esperança em seu discernimento. Aos senhores a decisão de se posicionarem no século XXI ou não: de serem lembrados como balizadores do progresso – não primariamente material, mas ético e moral - ou agentes do retrocesso.
Movimento Porto Alegre pelos Cavalos
MOVIMENTO GAÚCHO DE DEFESA ANIMAL - MGDA
GRUPO DE ESTUDOS RAMATIS
GRUPO PELA ABOLIÇÃO DO ESPECISMO PORTO ALEGRE – GAEPOA
(www.gaepoa.org)
UNIÃO PELA VIDA - UPV
E grupos apoiadores regionais, nacionais e internacionais.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Carta aberta à bancada do PT

Por Maria Luiza Nunes
Presidente do MGDA
Senhoras e Senhores Vereadores,

Estive presente na Câmara de Vereadores, na sessão do dia 12 do corrente, quando deveria ter sido votado o projeto de lei de um vereador de outro partido, que prevê a retirada das carroças das ruas de Porto Alegre.

Foi uma surpresa saber que a bancada do PT fechou consenso em votar contra o referido projeto. Por quê? O Partido dos Trabalhadores não tem, entre suas metas, a busca de uma melhor qualidade de vida, mais digna, aos trabalhadores? Salvo a honrosa excessão do vereador Adeli Sell, que muito bem sabe o que é coerência e ética, os demais abandonaram a discussão, como têm feito durante todos esses anos em que o projeto tramita pelo legislativo.

Peço desculpas por alguma palavra mais dura e impaciente, mas o velho e desbotado discurso do "excluído social" fica sempre só no discurso. Isso é muito pouco. Não interessam mais as bandeiras rasgadas pela própria incapacidade de se fazer respeitar. A história anda, travá-la é viver das lembranças do passado.

Pois bem, concordo, os carroceiros são, sim, excluídos sociais... Não podemos nem chamá-los de cidadãos, pois não têm nenhum direito, garantia social, nada... Mas ao mesmo tempo, também não têm nenhuma obrigação. São seres realmente à "margem". Concordamos nesse ponto. Mas agora a pergunta que não quer calar: Por que o Partido dos Trabalhadores pretende mantê-los nessa situação? A quem convém? Sim, por que ficar perpetuamente no discurso, obstaculizando qualquer tentativa de renovar, de qualificar, é perpetuar a situação.

Discursar para os carroceiros, e para toda a sociedade, dizendo que não existe, nem existirá um planejamento, recursos e projetos para acompanhar a retirada das carroças é uma mentira, e a mentira tem pernas curtas... serve momentaneamente para desviar o foco. E outra pergunta: por quê desviar o foco?

Concordo que a idéia não partiu do PT, o que não é muito confortável, os holofotes estão virados para outro lado, mas negar o concreto é uma demonstração de irresponsável despeito . Mesmo que o projeto tivesse falhas (e tem), o mínimo que se esperaria de legisladores "preocupados com o bem social" seria trabalhar nele para aperfeiçoá-lo. E por favor, não digam que era isso o pretendido com o adiamento da votação... O PL já circula na câmara há quanto tempo? Três, quatro anos? E não deu tempo? Como são atarefados os vereadores da capital. E se não deu tempo em quatro anos, acreditam mesmo que teriam capacidade para montar alguma coisa no prazo de cinco sessões? Por favor, não subestimem tanto a inteligência do coletivo.

É sabido que historicamente o PT nunca se envolveu com a questão dos animais em Porto Alegre, mas não é pelos animais que escrevo nesse momento. Esqueçamos que na ponta da carroça tem um cavalo. Não se preocupem ... não é deles que estamos falando. Preocupem-se com as pessoas. Com essa parcela realmente excluída... O que pretendem? Depois de tanto tempo (de tantos mandatos do PT na prefeitura) ainda sugerem que precisam de mais tempo para pensar, discutir e procurar soluções?

Desculpem, mas é uma hipocrisia insistir no discurso do excluído social, quando se fica só nisso, mediocremente, sem nenhum movimento para modificar a situação. É uma lástima, pois essa era a expectativa de todos que mantiveram o Partido dos Trabalhadores no executivo por tanto tempo... a esperança de que a busca sincera de uma melhor qualidade de vida para todos acontecesse. E nesse "todos", tenham certeza, está incluída uma maioria que também se preocupa com a qualidade de vida dos animais.

Maria Luiza Nunes
Movimento Gaúcho de Defesa Animal
mldn@terra.com.br

Ouça comentário do Macedo no Gaúcha Hoje sobre o fim das carroças

Clique aqui para ouvir o comentário do Macedo. Transcrição do comentário:

"Ontem, a Câmara tento aprovar um projeto, que elimina as carroças em Porto Alegre num prazo de oito anos, duas gestões para justamente conseguir realocar os carroceiros, que vivem da coleta de lixo fazendo de outra forma esse serviço ou até mudando de atividade, oito anos é um prazo muito bom, um prazo razoável nesse sentido de desenvolver um programa social, que leve a recolocação dessas pessoas.

Várias bancadas ontem saíram não deixando o assunto ser votado, para votar contra, não é uma coisa radical que vai deixar sem trabalho os carroceiros, está se tendo a preocupação de que eles possam ser absorvidos em outras atividades, para que no mínimo mudem a forma de coleta do lixo, saindo dos veículos de tração animal para um meio, por exemplo, que tem lá em Brasília onde pequenos carros fazem a coleta do lixo.

Se negar a votar, alegando que o projeto é eleitoreiro, pois está há cinco anos essa discussão na Câmara. A bancada do PT especialmente, o PT foi governo em Porto Alegre durante 16 anos e não fez nada pra tentar resolver esse problema, e agora esta emperrando a votação, tenham paciência senhores vereadores, isso é votar contra o atraso, estão formando uma grande bancada do atraso na Câmara de Vereadores PDT, PTB, aqueles que ontem saíram em bloco estão formando a bancada do atraso.

Por favor, segunda feira vamos dar a resposta à altura do que a cidade precisa.

Eu concordaria com os senhores, se a votação fosse propor, de uma hora para outra, a extinção das carroças, isso seria realmente um problema social, mas não, oito anos é prazo suficiente.

Por que está sendo votado perto das eleições e o autor é o Sebastião Melo, começa que projeto sempre tem autoria de alguém, mas por que deixaram a votação perto das eleições, não votaram, por exemplo, no ano passado. E se o problema é eleitoreiro então vou dar bastante espaço ao Sebastião Melo, que ao menos teve a coragem fazer esse projeto.

Bancadas que governaram por 16 anos como a do PT não tiveram a coragem de fazer, defendendo a idéia de que o carroceiros tinham que continuar da forma como trabalhavam, quando na verdade qualquer pessoa com o mínimo de visão de progresso sabe que esse é um meio de transporte que a cidade vai engolir, o trânsito de uma cidade como Porto Alegre vai engolir, e que o correto para não deixar essas pessoas sem atividades seria pensar em uma forma delas evoluírem, não fizeram nada disso.

Agora que o Sebastião Melo, e vou repetir o nome dele, porque sei que tá causando inveja no pessoal, tá todo mundo de nariz torcido, é o Sebastião Melo, este é um vereador que esta tendo a coragem de encaminhar um projeto, o Sebastião Melo propôs e tá todo mundo se enrolando agora, querendo votar contra simplesmente com o nariz torcido.

Ontem um ligou pra cá: "não somos contra, nós somos contra o aspecto eleitoreiro", que bom que tem um vereador que faz alguma coisa eleitoreira desta forma, se ele vai se beneficiar disso, merece se beneficiar e está sendo votado agora, foi porque os senhores deixaram, se votassem bem antes não teria esse cunho eleitoreiro.

Então por favor, vamos votar já na segunda esse projeto ai, ou vão votar a favor do atraso."

Comentário de Antonio Carlos Macedo
Gaúcha Hoje- Gaúcha AM - 13/06/2008 - 07h37min - Íntegra

Macedo defende aprovação do projeto e diz que "bancada do atraso" não pode ser simplesmente contra

O jornalista Antônio Carlos Macedo, durante o Programa "Gaúcha Hoje" (Rádio Gaúcha), manifestou-se a favor do projeto de lei do Vereador Sebastião Melo, pois o mesmo dá um prazo mais que razoável de 8 anos, para que sejam retiradas as carroças de Porto Alegre e se faça a transferência dos carroceiros para outras atividades.

Ainda, o jornalista disse que os vereadores do PT não podem fazer o que fizeram ontem tentando adiar a votação do projeto, pois durante os 16 anos do PT no comando da prefeitura "nada foi feito pelo PT", e repetiu "o PT nada fez".

Também, manifestou que alguns vereadores ligaram para ele dizendo que o projeto do Vereador Melo era eleitoreiro, bem disse Macedo: se o projeto é eleitoreiro, vou dar todo o espaço ao Melo, pois ele teve a coragem de tentar resolver o problema das carroças na capital.

Macedo falou que se o projeto estabelece o fim já das carroças, ele seria contrário, mas o projeto estabelece 8 anos.

No bloco seguinte, Macedo alertou aos vereadores que estão tentando travar o progresso de Porto Alegre, que as eleições estão próximas, e que não desafiassem a mobilização que os protetores dos animais tem, pois as eleições estão muito próximas.

Estamos solicitando a Rádio Gaúcha o áudio da fala do Macedo para colocarmos disponível aqui.

Vamos enviar emails de congratulações ao Macedo: macedo@diariogaucho.com.br; chamada@rdgaucha.com.br; gauchahoje@rdgaucha.com.br

Claúdio Brito substitui Lasier no Conversas Cruzadas e incentiva as carroças

O jornalista Claudio Brito substitui ontem Lasier Martins no Programa Conversas Cruzadas (TVCOM), quando foi discutido pelos vereadores Sebastião Melo, Luiz Bras, Maria Celeste e Margarete Morais o fim das carroças em Porto Alegre.

Nitidamente, o jornalista tentou (e continua tentando, pois fez a mesma fala hoje pela manhã no telejornal Bom Dia Rio Grande, na RBS TV) induzir que o projeto do Vereador Melo seria inconstitucional, porque deveria vir do executivo, o que não é verdade pois o projeto de lei estabelece que o próprio prefeito deve, isto sim, regulamentar a lei através de um programa.

O jornalista, que mora em São Leopoldo, está com medo que os carroceiros de Porto Alegre sejam direcionados para as cidades metropolitanas.

Ainda, tenta encontrar justificativas que não sabe para onde irão os cavalos (não quer ouvir ou ler, pois todo mundo já disse: piqueteiros, tradicionalistas, ecoterapeutas, brigada militar, exército, donos de sítios de lazer, já se manisfestaram por serem adotantes), além de outra desculpa, que o projeto de lei não foi discutido, poxa, o projeto de lei vem sendo discutido na Câmara desde 2003. O jornalista é que está muito ausente dos problemas da cidade.

Claudio Brito parece que incorporou o Paulo Santana, certamente, daqui a pouco vai ficar sem discurso.

Caso não tenhamos captado precisamente a opinião do jornalista Claudio Brito, estamos ao seu dispor para imediatamente retificar o que aqui foi relatado.

Email do jornalista: 19horas@rdgaucha.com.br

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Comentários - Votação sobre fim de carroças deve ser na segunda-feira

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Nome: LUIZ SANTANA
Cidade: PORTO ALEGRE
Estado: RS
Data: 13/06/2008 11:30

O Projeto da Redução Gradativa de carroças, visa principalmente, melhoria das condições de trabalho dos catadores. Sabe-se que por trás tem grupos de exploradores do trabalho destas pessoas, comprando deles por preços insignificantes, com descontos absurdos o resultado de seu trabalho, e repassando para a industria com o lucro maior. O tipico atravessador, que não que perder esta mão de obra escrava. Eles organizados em cooperativas terão como negociar direto c/industria o fruto de seu trabalho.

Nome: Claudiopoa
Cidade: PORTO ALEGRE
Estado: RS
Data: 13/06/2008 11:13

Esses serviços clandestinos (flanelinhas, camelôs, carroceiros...) se desenvolvem no vácuo do poder público, que não cumpre seu papel, tanto ao não dar condições de vida melhor para as cidadãos, como por permitir que esses trabalhos sejam feito, mesmo sendo ilegais e desorganizem a vida urbana. Ao Município compete organizar o recolhimento do lixo reciclável, gerando trabalhos salubres em galpões, mas o problema social como um todo só será resolvido com ações mais amplas e em ãmbito nacional.

Nome: Claudiopoa
Cidade: PORTO ALEGRE
Estado: RS
Data: 13/06/2008 09:32

Foi nos governos do PT em Porto Alegre que se proliferam flanelinhas, camelôs e carroceiros, sob o argumento do problema social, que segundo sua ideologia permite qualquer atividade, mesmo ilegal, para sobreviver. Agora seus vereadores colocam empecilhos para a organização dos carroceiros. O lixo, reciclável ou não, deve ser recolhido exclusivamente por órgão municipal e depois separados em galpões apropriados por essas pessoas. A solução do problema social não será solucionado com o lixo.

Nome: Pablo
Cidade: Porto Alegre
Estado: RS
Data: 13/06/2008 04:38

O partido mensaleiro(PT)liderou a prorrogação da votação do projeto de lei que acaba com as carroças em Porto Alegre de autoria do vereador Sebastião Melo. Que falta de visão de futuro para cidade vereadores petistas!

Nome: William
Cidade: Porto Alegre
Estado: RS
Data: 13/06/2008 00:42

Impressionante o populismo de boa parte dos vereadores, encenando um papel a que os formadores de opinião estão atentos. O projeto tira pessoas de uma condição degradante para uma possibilidade de trabalho abrigado, com direitos reconhecidos. Mas, jogando para a platéia,alguns vereadores não querem discutir o projeto e debater a questão da exclusão social de verdade. Enquanto isso, os animais, a ponta mais fraca, seguem explorados até o esgotamento de suas forças.

Nome: Joaquim
Cidade: Porto Alegre
Estado: RS
Data: 13/06/2008 00:33

Edu, informe-se antes de opinar. O projeto prevê alternativas de trabalho aos carroceiros. Acontece que nem todos querem abrir mão de terem horários livres. Não é suspeito que a parte deles que é contra o projeto prefira viver nas ruas a trabalhar ao abrigo, com direitos sociais num galpão de reciclagem? Muitos carroceiros estão a favor do projeto. Claro, os que se manifestam são os que por diferentes razões tem interesse em seguir carroceiros. Mesmo sabendo o quao isso é ruim para seus filhos.

Nome: Alessandra
Cidade: Porto Alegre
Estado: RS
Data: 13/06/2008 00:10

Se os carroceiros vão ter ou não o que fazer, não é problema dos animais. É inaceitável que ainda hoje se permita a escravidão animal.

Nome: Rose Tesche
Cidade: Porto Alegre
Estado: RS
Data: 12/06/2008 23:22

É impressionante como o ser humano tem sempre a capacidade de colocar interesses próprios acima dos interesses comuns à comunidade. Que existe abuso e maus tratos a estes cavalos é evidente. O mercado de trabalho está saturado? Evidente. Mas a falta de consciência quando vai saturar?? Que sejam os próprios papeleiros a puxarem suas carroças, como todos aqueles que já puxam-nas sem terem cavalos. É mais digno do que mau alimentar seus animais e ainda exigir deles a força além de sua capacidade.

Nome: Leandro Machado
Cidade: Porto Alegre
Estado: RS
Data: 12/06/2008 22:58

Certa ocasião assisti a uma cena interessante sobre o tema. Uma motorista furiosa pára o carro diante de um azulzinho, bradando que ele desse um jeito na carroça que ia a sua frente "incomodando". Tal fiscal, com toda a educação (acreditem!) perguntou a ela se iria dar um emprego ao carroceiro, ou um meio de locomoção melhor, ou se estava pensando exclusivamente no seu problema (dela)? Tal motorista gagejou alguma coisa e se foi... É bem por aí! Vão matar ou coitados de fome por acaso?

Nome: Forest
Cidade: Porto Alegre
Estado: RS
Data: 12/06/2008 22:41

O trânsito de Porto Alegre não comporta mais os carroceiros, sou totalmente a favor da remoção dos carroceiros das ruas, mas com a condição de que se criem cooperativas e que ofereçam cursos para estes indivíduos, existem ínumeras tarefas que eles podem exercer de maneira digna, entre as quais trabalhar com alvenaria, reciclagem de lixo, pintura residêncial etc, etc etc...

Nome: Nadia Aguiar
E-mail: nadia.aguiar@gmail.com
Cidade: Porto Alegre
Estado: RS
Data: 12/06/2008 22:27

Há perfeitas condições em não manter o sacrifício e crueldade com os animais e tempo suficiente em 8 anos para se criar e gerar emprego aos carroceiros. O que realmente falta é determinação e competência por parte dos governantes que pouco se preocupam com o futuro. As carroças poderiam ser usadas para passeios turísticos de "forma organizada" isto não é utopia desde que hajam "projetos".Não quero que as pessoas fiquem sem trabalho, mas, isto não justifica este primitivismo atual em que vivemos.

Nome: H. Wolfrid
Cidade: POA
Estado: RS
Data: 12/06/2008 22:24

CARROCEIROS: calcula-se que existam na grande P.A. uns 3.000; a maior parte tem por séde as cidades de Guaiba e Eldorado do Sul. Gigantescos depósitos de lixo, reciclagem artezanal, detritos no leito do rio...infiltrações, doenças, miséria, desnutrição, condições sub-humanas. Tudo isto em nossas barbas, justamente onde deveria estar a FORD, expulsa por Olívio e seus camaradas (cara-amarradas). Que contraste com Gravataí. Sul e Norte- uma bela sugestão para o tema de casa. "As Vinhas da Ira" ...

Nome: edu
Cidade:
Estado: RS
Data: 12/06/2008 19:42

Tah, dai eu me pergunto. E o que vai ser feito dos carroceiros? Existe algum projeto pra absorve-los no mercado de trabalho ou eles vao comecar a pedir dinheiros na esquinas??? So no Brasil mesmo que se vota uma coisa dessas. Tem eh que se procurar meio de nao se criarem mais carroveiros no futuro. Tem eh que trazer desenvolvimento pro RS e investir em educacao, educacao, educacao. Chega de empurrar a sujeira pra debaixo do tapete.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Blog Gaúcha Hoje - O exemplo de Brasília


No Distrito Federal, triciclos motorizados estão sendo usados para substituir carroças e carrinhos de tração humana no recolhimento de lixo reciclável. Os veículos possuem caçamba móvel e cabine com capacidade para duas pessoas.

Lá, as 15 cooperativas de catadores existentes estão reunidas em torno de uma central, a Centcoop, que trabalha para melhor as condições de trabalho de 3.800 cooperados. Os catadores também receberam capacetes, luvas e máscaras para evitar o contato direto com os resíduos.

O projeto em tramitação na Câmara de Porto Alegre prevê caminho semelhante para os carroceiros que vivem da coleta de material reciclável. Só é contra quem desconhece a proposta ou teima em resistir ao avanço da urbanização, que torna impossível a convivência de veículos de tração animal com a frota crescente de automóveis das grandes cidades.

Fonte: Blog Gaúcha Hoje - Antônio Carlos Macedo