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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Fernando Albrecht - Cenas da cidade

Com ou sem ciclone, as carroças e os carroceiros continuam fazendo das suas. Esta cena na Zona Norte da cidade mostra bem como se disputa espaço nas ruas da Capital. Uma carroça força a passagem entre o caminhão e o outro veículo, colocando em perigo até o tripulante do primeiro. Já nem se fala mais em ações para tirar menores da direção das carroças. É enxugar gelo. E vai reclamar para eles, vai...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Fernando Albrecht - Fala Fortunati

Nota sobre o projeto natimorto de substituir as carroças pelo carro chamado Baby motivou esclarecimento do então vice-prefeito da gestão Tarso Genro, José Fortunati. O protótipo, conta, foi feito pela Agrale. "Mostramos o projeto ao então prefeito Tarso Genro, que somente andou dando umas voltinhas com o Baby e não demonstrou maior interesse, e as demais alternativas para o caso das carroças em Porto Alegre".

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Fernando Albrecht - As motorroças

Todas as tentativas de substituir as carroças por veículos motorizados esbarram inevitavelmente no alto custo, caso do natimorto Baby, idéia do então prefeito Tarso Genro. Um leitor lança uma idéia instigante: motos com sidecar ou reboques para os carroceiros. A vantagem é que os equipamentos podem ser instalados em motos de baixo custo, de 100 ou 150 cilindradas. Provavelmente os carroceiros serão contra a idéia, porque neste caso os filhos menores não poderiam dirigir as motorroças.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Ricardo Orlandini - Porto Alegre, a Capital das carroças

Quando eu era mais jovem, quase que todos os dias ouvia falar de uma notícia envolvendo uma senhora chamada Palmira Gobbi Dias, mais conhecida como Dona Palmira.

Ela fundou e presidiu a Associação Riograndense de Proteção aos Animais (Arpa). Sendo uma das pioneiras, ou quem sabe até a pioneira, na proteção aos animais abandonados nas ruas de Porto Alegre.

Numa época em que lutar por qualquer causa poderia ser confundida com subversão, Dona Palmira não se entregava a ninguém, literalmente "botando a boca" em quem quer que fosse quando se tratasse de proteção aos animais.

Não desmerecendo ninguém, sinto falta da Dona Palmira.

Primeiro porque teríamos uma Porto Alegre melhor para os animais. Em segundo lugar, certamente nossa Capital não seria conhecida como a “Capital Nacional das Carroças”.

A cada dia que passa assistimos as ruas de nossa cidade serem tomadas por mais e mais carroças. Se num passado recente elas até emplacadas eram, hoje nem placa, nem nada. Surgem toda hora de todos os lados.

Pessoas, e principalmente crianças e adolescentes, conduzem sem nenhuma habilitação e respeito às leis, estes veículos que prejudicam ainda mais o nosso já caótico trânsito. Sem contar no sofrimento dos cavalos.

O que assistimos é fruto de uma quase total falta de planejamento urbano, que associado ao ingresso de milhares de novos veículos nas ruas, deu no que deu.

É bem verdade que este "apocalipse no trânsito" não atinge só Porto Alegre. Outras capitais e regiões metropolitanas, que não se prepararam para esta expansão, sofrem do mesmo caos.

É mais que oportuno um projeto do atual presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Sebastião Melo (PMDB), que propõe a criação de um “Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal”.

O vereador não propõe a simples eliminação das carroças, mas sim ações e projetos que possibilitem que os carroceiros ingressem em outros mercados de trabalho, como o da reciclagem de resíduos sólidos, assim como utilização e financiamento de veículos movidos por combustíveis não poluentes.

Isto é o que todos queremos. O que falta para acontecer?

O populismo a reboque das carroças - José Fortunati

A defesa das carroças por meio do argumento de que se trata de um problema social evidencia uma visão simplista e reducionista da questão. Porto Alegre tem hoje mais de 8 mil carroças circulando por sua ruas. Esse fato é notório. O que poucos sabem é que uma boa parte delas é terceirizada. O proprietário não é o carroceiro. Isso sem falar que muitas são conduzidas por crianças, além dos maus tratos sofridos pelos cavalos.

Defender a circulação das carroças desse modo segue a mesma lógica daqueles que defendem a esmola dada às crianças nas sinaleiras. Se a intenção é melhorar a qualidade de vida, poderiam contribuir com as mais de 300 entidades que desenvolvem projetos, reconhecidos internacionalmente, de defesa da criança e do adolescente. No entanto, é muito mais fácil, para aliviar a consciência, dar a esmola na esquina, o que acaba enraizando ainda mais as crianças nas ruas.

O mesmo ocorre com a questão das carroças. Sabemos que os carroceiros são vitimas de um sistema social que os exclui do processo produtivo normal, mas isso não pode fazer com que se ignore o problema. É muito cômodo defender a continuidade das carroças na cidade, mas tenho a convicção de que devemos avançar para gradativamente retirarmos as carroças do centro da cidade, especialmente por meio de projetos de geração de renda que aproveitem os carroceiros em outras atividades.

Infelizmente, os mesmos que defendem da continuidade da carroça não se dão conta de que essa atividade tem despotencializado a entrega do lixo seletivo nos galpões de reciclagem, que funcionam como cooperativas de trabalhadores de baixa renda e que utilizam a coleta do lixo reciclável para a sua sobrevivência. Lembro que, em 2001, por meio da ONG Elos, em parceria com a Agrale, desenvolvemos um projeto inovador para a cidade. Com um custo inicial de R$ 12 mil, criou-se protótipo de um veículo dedicado à coleta de lixo reciclável, batizado de Baby. Lamentavelmente para Porto Alegre, o poder público não assumiu a idéia. Entretanto, os três protótipos criados para o Baby vêm sendo utilizados até hoje no Centro de Educação Ambiental da Vila Pinto, que é um modelo de cooperativa, empregando mais de uma centena de mulheres.

A grande questão não é simplesmente terminar com as carroças sem buscar uma solução para os carroceiros, mas, fechar os olhos para o problema, como se não tivesse solução é uma postura comodista e com forte cunho populista.

José Fortunati

quarta-feira, 26 de março de 2008

Fernando Albrecht - Capital sem-carroça

O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Sebastião Melo (PMDB), uniu o útil ao agradável em São Paulo. Foi para a inauguração do Zaffari Pompéia e visitou o seu colega paulistano, vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR). E as carroças? Rodrigues disse que há muito tempo não há circulação desses veículos no perímetro urbano da Capital. Provavelmente porque lá as autoridades não deixaram o problema se criar para depois correr atrás do prejuízo.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Fernando Albrecht - De volta ao passado aos tempos do Baby

Por iniciativa do presidente da colenda, vereador Sebatião Melo (PMDB), a Mesa Diretora aprovou a criação do Fórum Permanente de Câmaras Municipais da Região Metropolitana. O objetivo é debater temas que envolvem problemas comuns. Um deles é o das oito mil carroças que infernizam o trânsito da Capital, sendo três mil vindas de cidades vizinhas.

Quando era prefeito, Tarso Genro sugeriu a substituição das carroças por um veículo, o Baby. Nem pensar. Custaria mais de R$ 10 mil. À época, José Fortunati (de costas), que ainda era do PT, entusiasmou-se com a idéia. O então vereador Fernando Záchia e o senador Sérgio Zambiasi foram conferir o Baby. Como morreu na casca, foi um caso de mortalidade infantil automotiva.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Diego Casagrande - Terra de ninguém: menores guiam carroças pelas ruas de Porto Alegre

Que Porto Alegre é a capital nacional das carroças, todos já sabem. A inércia da prefeitura em regular a questão leva todos os anos mais e mais pessoas a buscar nestes veículos de tração animal a saída para o deslocamento e a sobrevivência. O problema fica pior quando encontramos cada vez mais crianças conduzindocarroças pelas principais ruas e avenidas da capital, colocando em risco suas próprias vidas e as de terceiros.

Na manhã desta terça-feira flagramos um menino de dez anos guiando uma carroça na rua Oscar Schneider, bairro Medianeira. Ele se dirigia à avenida Azenha, onde o fluxo de carros, caminhões e ônibus é intenso e, não raro, quase caótico. Com o garoto havia uma menina de menos idade.

A irresponsabilidade da prefeitura em coibir fatos como este ainda fará vítimas fatais.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Diego Casagrande - PROFISSIONAIS: MTD invade prédio da Smic em Porto Alegre

Cerca de 50 militantes do MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados) invadiram na tarde desta sexta o prédio da Smic (Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio) na Avenida Osvaldo Aranha, em Porto Alegre. Eles querem "passe livre" nos ônibus, distribuição de cestas básicas e um "ponto popular de venda e livre circulação de carroças".

Foram necessários 20 policiais militares para conter os integrantes do MTD. "É um movimento essencialmente político. A maioria, de desempregado não tem nada. Usam pessoas como massa de manobra, muitos cadastrados no Bolsa Família. Isso não é democracia", alertou o titular da Smic, Idenir Cecchim.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Flávio Pereira - Generosidade na posse de Sebastião Melo

Um dos mais fiéis discípulos do senador Pedro Simon, o vereador Sebastião Melo (PMDB) fez ontem um pronunciamento agregador, ao tomar posse como presidente da Câmara da capital.

Mello citou dois expoentes da política do Rio Grande do Sul, que presidiram a Câmara: Alberto Pasqualini, e André Forster. Foi generoso ao cumprimentar seus antecessores nesta legislatura que começou tumultuada, mas que acabou gerando um dos mais festejados acordos. Foi assim que saudou a seus colegas Elói Guimarães (PTB), Humberto Goulart (PDT) e Maria Celeste (PT).

Qualidade de vida

Sensível a um problema vivenciado pelos cidadãos que percorrem as ruas da cidade, Melo pontuou a questão da qualidade de vida do porto-alegrense que, segundo ele, está comprometida principalmente pela falta de soluções corajosas para o trânsito nas ruas da cidade. Ele vincula a qualidade de vida à circulação dos cidadãos pela cidade, que hoje é deficiente, demorada e estressante. Autor do projeto de lei que retira gradualmente as carroças das ruas da cidade, o novo presidente da Câmara identificou já há algum tempo este e outros problemas que comprometem a segurança e o direito constitucional de todos circularem pelas vias da capital gaúcha.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Rogério Mendelski - Carroças

CARROÇAS (1)

O vereador Sebastião Melo (PMDB) quer acabar com as carroças que circulam em Porto Alegre e um projeto de sua autoria prevê a redução gradativa do número de “veículos de tração animal” em até oito anos.

CARROÇAS (2)

Enquanto seu projeto tramita, os carroceiros da capital gaúcha paralisaram o trânsito na última terça-feira exigindo uma remuneração da prefeitura de Porto Alegre, no valor de R$ 240. Eles alegam que ajudam a tirar o lixo das ruas.

CARROÇAS (3)

E depois querem que Porto Alegre seja uma cidade apta a receber turistas...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Gilberto Simões Pires - Capital Mundial das Carroças

ANO VII - Nº 12 - 29/10/2007

COPA DO MUNDO FIFA - Sem qualquer ponta de ironia, para os brasileiros não há coisa mais importante do que a Copa do Mundo de Futebol. E a escolha do Brasil para sediar a Copa de 2014, por mais confirmada que já esteja (até por falta de outro país candidato) será oficializada assim mesmo, na Suíça, com muita pompa e muita despesa.

PORTO ALEGRE - Entre as cidades que deverão sediar uma ou outra partida da Copa do Mundo está a capital do RS, Porto Alegre. Assim como acontece na Fórmula 1, quando são disputadas provas de kart e outras categorias especiais antes da prova principal, Porto Alegre poderia aproveitar as horas que antecederão aos jogos (ou jogo) entre seleções para promover uma corrida (ou apresentação) de carroças na pista do Estádio Beira Rio.

COMEMORAÇÃO - Esta minha proposição, diga-se de passagem, nada irônica nasceu depois que a própria FIFA admitiu que Porto Alegre possui um dos melhores sistemas de transporte do país. Coisa que, inacreditavelmente, conseguiu ser comemorada pela Prefeitura, cujo secretário da área de transportes sequer ficou com vergonha. Pode?

CULTUANDO A ESTUPIDEZ - Considerando esta admissão da Fifa, e mais o fato de que as carroças são os meios de transporte que mais se destacam na capital gaúcha (são mais de oito mil carroças circulando diariamente nas ruas de Porto Alegre), nada melhor do que transformá-las em produto turístico mundial. Seria uma fantástica maneira de dizer ao mundo todo o quanto cultuamos a estupidez.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Antônio Carlos Macedo - A chamada das ruas

A coluna de Antônio Carlos Macedo citou, no jornal diário gaúcho da sexta feira, 10/08, a discussão na Câmara dos Vereadores sobre o fim das carroças na capital. O jornalista lembrou que a proposta do vereador Sebastião Melo prevê o cadastramento social das famílias que usam carroças como meio de subsistência, seguido de remanejamento para outras atividades.

quarta-feira, 23 de abril de 2003

Afonso Ritter - As carroças da capital

A partir de maio, nenhuma carroça circulará no centro de Porto Alegre entre as 6h da manhã e as 8h da noite, enquanto nas avenidas radiais a proibição é para as horas de pique, entre as 7 e 9h da manhã e entre as 5h30min e 7h30min da tarde, anunciou ontem o novo secretário municipal dos Transportes e presidente da EPTC, Túlio Zamin, ex-presidente do Banrisul e da Carris.

A carroça, que for flagrada nestes locais e horários, será retirada de circulação e pagará multa de R$ 10. Se for reincidente, seu dono vai perdê-la. Ressalvando que o problema não é só de trânsito, mas também social, ele informou que, após sucessivas reuniões de esclarecimento com os interessados, a empresa começará a executar o plano. As normas são para harmonizar o convívio das carroças com a sociedade, como acontece com os demais veículos.

As carroças já são 4.200 - Porto Alegre já tem hoje em torno de 4.200 carroças, incluídas as com tração animal e humana. Cada uma custa entre R$ 2.500 a R$ 3 mil com o cavalo e é paga em dez prestações. Seu custo de manutenção gira em torno de R$ 500,00 mensais, além do sustento da família. Portanto, seus donos não são miseráveis, pelo contrário, são microempresários, têm capacidade de gerar uma renda não desprezível. E há casos de forte intermediação. Proprietários com frotas de até 50 unidades.

Fepam atrasa construção - Construção civil gaúcha registrou no primeiro trimestre uma queda de 1,98% no emprego formal sobre igual período de 2002 e de 3,12% sobre o trimestre anterior, segundo o Sinduscon. Com isso, o estoque de emprego formal caiu para 65.601 trabalhadores em março último, contra 130.576 em março de 1988, encolhimento de 49,76%. Um dos fatores disso, segundo o Sinduscon, é a morosidade do processo de aprovação de projetos e licenças por parte dos organismos ambientais, como a Fepam, onde tramitam hoje mais de 20 mil projetos, alguns dos quais aguardam há mais de três anos por liberação.

A concessão de estradas - O presidente da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), maior concessionária de estradas do Brasil, Renato Alves Vale, falará na reunião-almoço hoje da Federasul sobre o futuro do modelo de concessões: resultados e perspectivas. O setor se prepara para a segunda fase do programa de concessões federais. O Governo Lula pretende dar continuidade ao processo, mas em bases diferentes das preparadas pela administração passada. Serão mais 2,58 mil quilômetros distribuídos em sete trechos. Hoje há dez mil quilômetros de estradas concedidas, 6,4% do total pavimentado no país.

Randon traz duas fábricas - A direção do grupo Randon confirmou ontem ao governador Germano Rigotto informação já veiculada sobre a transferência para o RS de duas plantas industriais e anunciou a inauguração, dia 7 de maio, da nova fábrica da Suspensys Sistemas Automotivos em Caxias do Sul. A nova fábrica é fruto de joint-venture com a norte-americana ArvinMeritor e vai tornar a Suspensys a segunda maior fabricante mundial de vigas de eixos para veículos.